Ballet de Niterói e exposição movimentam até dezembro o Museu Janete Costa (RJ)
06/07/2021 22:24 em Exposição

A Companhia de Ballet de Niterói apresenta performances inspiradas no movimento em uma ação integrada com o Museu Janete Costa de Arte Popular, vai oferecer novas percepções para a exposição “Tudo que move é sagrado”, com curadoria assinada por Jorge Mendes. A mostra apresenta sessenta obras de trinta artistas brasileiros, com técnicas diversas, e é dividida em cinco setores integrados no andar térreo do Museu.

Logo na entrada, o público vai poder ver um barco do mestre Fida, seguido de uma grande escultura de sinaleiro confeccionada pelo mestre Laurentino Rosa dos Santos, referência na arte popular brasileira. Em seguida, cinco cataventos com temáticas diversas e elaborados pelos mestres Zezinho de Arapiraca, Lampião, Zé de China, Kito Catavento e Darci de Resende. No setor 2, são expostas quinze obras, entre brinquedos e esculturas, feitas por artistas diferentes, onde são utilizados recursos variados, com o intuito de proporcionar movimento e vida aos trabalhos.

O setor seguinte, intitulado ‘Mestre do movimento’, faz uma homenagem ao artista e ceramista de Niterói, Adalton Fernandes, falecido em 2006, e considerado um dos grandes mestres nesse tipo de trabalho. Suas obras pertencem a coleções particulares e se encontram em vários museus. As cenas criadas por esse inventivo escultor são dotadas de movimento e retratam a vida urbana: festas e atividades do povo.

Seguindo o percurso, o visitante vai se deparar com ‘Dança dos ventos’, homenageando Iansã. Por fim, tem o ‘Teatro de mamulengo’, com a instalação de seis pequenas barracas, inspiradas no formato utilizado no município de Glória do Goita, em Pernambuco, onde estão presentes os trabalhos dos mestres Miro Solon, Saúba, Tonho, Titinha, Bel e Bila.

Para complementar essa aura da exposição, cinco bailarinos da CBCN, que tiveram como ponto de partida para as performances a importância do inspirar, respirar, mover e viver, dirigidos por Fran Mello. Nas peças, recursos manuais, manivelas, motores e vento evidenciam a dinâmica do movimento. Já nos corpos dos bailarinos se revela a subjetividade do espaço para construir afetos, sonhos, necessidades, desejos que pulsam no inspirar e no expirar para se mover.

Integrantes da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói realizam as apresentações de julho a dezembro, sempre no primeiro final de semana de cada mês. As performances trazem assim um tema atual que dialoga com este momento delicado em que as pessoas estão vivendo: a dificuldade de mover e respirar. Nas obras, uma explosão de cores e delicadezas. Nos corpos, discursos sobre um tempo de presença e ausência.

s bailarinos Jayme Tribuzy e Luiz Menezes trazem o primitivo das obras, a matéria-prima, a sutileza e a força do esculpir. Uma parte criadora e ao mesmo tempo criatura, que ora é o instinto animal, ora é o modelar e dar forma. O bailarino Robson Schmoeller simboliza o vento. Sua sinuosidade e seu sopro, capaz de ser brisa ou ventania como o que move os cataventos, o que produz energia e o que inspira, expira e respira dentro de cada um. Já as bailarinas Bruna Lopes e Mariana Mesquita representam o movimento que leva o visitante ao lúdico, à dança dos ventos, às atividades do povo, ao teatro de bonecos e ao convívio familiar. Uma exposição dividida em cinco setores com cinco bailarinos que se integram na arte para revelar que tudo que move é sagrado.

Apesar de toda essa movimentação, o espaço mantém os necessários protocolos sanitários com controle de acesso, aferição de temperatura, obrigatoriedade do uso de máscaras, presença de álcool em gel, tapetes sanitizantes e painel de acrílico, na recepção, para proteção dos visitantes e funcionários.

 

s apresentações presenciais acontecem sempre entre 13h e 15h, quando os bailarinos se apresentam com performances inspiradas na temática da exposição ar, vento e movimento. 

A entrada é gratuita e o evento segue os protocolos sanitários de controle de acesso, aferição de temperatura, obrigatoriedade do uso de máscaras, álcool em gel, tapetes sanitizantes e painel de acrílico, na recepção, para proteção dos visitantes e funcionários. 

 

Serviço:

Datas: Julho – dia 31; Agosto – dia 01; Setembro – dias 04 e 05; Outubro – dias 02 e 03; Novembro – dias 06 e 07 e Dezembro – dias 04 e 05

Horário: das 13h às 15h

Entrada gratuita

Local: Museu Janete Costa de Arte Popular

Endereço: R. Presidente Pedreira, 178 – Ingá, Niterói – RJ | 24210-271

Telefone: (21) 2705-3929

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